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INVENTÁRIO E SUCESSÕES

Como funciona um inventário extrajudicial

Setembro de 2026 4 min de leitura Por Lara Café

Lidar com a burocracia de um inventário logo depois de perder alguém é uma das partes mais difíceis desse momento. Entender como o processo funciona, mesmo que por alto, já ajuda a reduzir um pouco da ansiedade de não saber o que vem a seguir.

O que é o inventário e quando ele é obrigatório

O inventário extrajudicial é o procedimento que formaliza a partilha dos bens deixados por quem faleceu. Ele é obrigatório sempre que há patrimônio a ser transmitido aos herdeiros, mesmo quando a relação entre eles é boa e não há disputa nenhuma.

Extrajudicial ou judicial

O inventário pode ser feito em cartório, pela via extrajudicial, quando todos os herdeiros são maiores de idade, capazes, e estão de acordo sobre a partilha. É, na maioria dos casos, o caminho mais rápido e mais simples.

Quando há herdeiro menor de idade ou incapaz, ou quando existe desacordo entre os herdeiros sobre a partilha, o inventário precisa seguir pela via judicial, com decisão de um juiz nos pontos em que não há consenso.

Documentos que costumam ser pedidos

Os documentos mais comuns costumam ser

  • certidão de óbito
  • documentos pessoais dos herdeiros
  • certidão de casamento ou união estável de quem faleceu
  • certidões dos bens deixados, como matrícula de imóvel ou documento de veículo

A lista completa varia de família para família, dependendo do que compõe o patrimônio. O que mais pesa no tempo desse processo costuma ser a quantidade de herdeiros e de bens, se algum bem fica em outro estado, e se essa documentação já está organizada antes de começar.

O papel do testamento, quando existe

Se a pessoa deixou um testamento, ele orienta como o patrimônio deve ser distribuído, respeitando sempre a parte da herança reservada por lei aos herdeiros necessários. Na ausência de testamento, a partilha segue a ordem de sucessão prevista em lei.

A partilha entre os herdeiros

A partilha de bens é, com frequência, a etapa mais delicada do inventário, principalmente quando envolve um imóvel usado pela família ou um bem com valor afetivo além do financeiro. Uma casa onde a família sempre se reuniu, por exemplo, costuma gerar mais divergência entre os herdeiros do que uma conta bancária dividida em partes iguais, mesmo que o valor financeiro seja menor. Nesses casos, entender as opções, como vender e dividir o valor, deixar um herdeiro morar no imóvel compensando os demais, ou manter a copropriedade, ajuda a separar o apego da decisão prática. Ter clareza sobre os critérios legais aplicáveis ajuda a evitar que essa etapa se transforme em uma disputa.

Organizar o inventário não apaga a perda, só evita que ela vire também um problema jurídico arrastado.

Depois da partilha

Concluída a partilha, os bens passam formalmente para os herdeiros, que podem então vender, dividir ou manter cada bem conforme decidido. Um imóvel, por exemplo, só pode ser vendido com segurança depois que essa transferência é formalizada.

Cada inventário tem o ritmo da família que o conduz, e não existe atalho que substitua clareza sobre o que está sendo decidido, ainda mais em um momento que já é, por si só, delicado. Conversar sobre a situação específica da sua família, com calma, é o que ajuda a entender qual caminho faz mais sentido pro seu caso.

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Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e não constitui consulta ou parecer jurídico. Cada caso possui particularidades que exigem análise individual.